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Snorkel coruja

O Snorkel foi desenvolvido para travessias em trechos com água. Vejo muita gente achando que ele foi projetado para travessias em terrenos com pó, e viram a cabeça do mesmo 180º. Snorkel não é coruja para rotacionar deste jeito. Para o pó, existe o filtro de ar do seu carro. Com ou sem snorkel, ele vai dar conta do pó. Ao de virar a cabeça do snorkel para trás, você vai restringir a entrada de ar do seu 4x4, ocasionando uma perda de potência e desequilíbrio na mistura ar/combustível. Você pode até não notar em trechos de baixa velocidade, mas certamente o motor vai estar trabalhando estrangulado. Para a chuva, existem as canaletas de drenagem, que não deixam a água chegar ao motor do seu carro. Certamente alguém vai perguntar: mas e os que vem de fábrica virados para trás? Pelas características do projeto de fábrica, esta restrição é levada em conta. Mas não se iluda... Quanto maior a velocidade, maior a restrição de entrada de ar. Este fato somente é minimizado no projeto. Agora, o snorkel como acessório acrescentado ao seu 4x4 deve estar virado para frente. Relevo somente a possibilidade de ser virar o snorkel em situações de deslocamento a baixa velocidade em terrenos de mata fechada, onde um galho poderá quebrar a tela frontal do mesmo. Fora isso, deixe o seu carro respirar!

 

 

 

Marco Guimarães
Armazém 4x4

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As Mulheres no Off-Road


 Em nossos cursos Off-Road DPaschoal sempre temos mulheres participando. Algumas vezes se inscrevem sozinhas mas na grande maioria são trazidas pelos companheiros, que já participaram, ou que estão interessados no curso e vêem uma oportunidade para compartilhar o treinamento com a parceira de aventuras. Quem acha que aventura 4x4 é coisa de macho pode colocar as barbas de molho! Elas estão ocupando seu lugar de direito e com grande competência.
 E não importa a idade, estão sempre com o astral lá em cima, e jamais demonstram qualquer dificuldade em preparar um resgate com as grosseiras luvas de couro, cintas e desajeitados cabos de aço.  As filhas mais novas vibram com a performance, boa ou as vezes não tão boas, dos pais. Mostram que assim que puderem vão tomar sua posição ao volante e fazer suas próprias aventuras.

 

Preparadas para o que der e vier. (foto: Técnica 4x4)

 


 Quando pergunto a elas o motivo de participarem de um esporte que pode fazê-las retornarem para casa completamente emporcalhadas de lama e pó, ouço justificativas diversas e interessantes. A maioria adora estar junto do companheiro em suas aventuras, podendo compartilhar um final de semana agradável junto com o marido, filhos e amigos. Enfim, adoram a natureza e fazem o possível para estar junto dela.
 Também encontro mulheres que usam seu veículo 4x4, ou da empresa, para finalidades puramente profissionais, em tarefas realizadas em regiões remotas, seja como geóloga, engenheira florestal ou médica. É incrível a variedade de profissões que usam um 4x4 para se cumprir o trabalho, e é mais comum do que parece você encontrar um mulher determinada atrás do volante.

 


 

Encalhar faz parte de qualquer aventura off-road. Aluna aguarda a companheira preparar o cabo de aço para o resgate. (foto: Técnica 4x4)

 


 Não podemos esquecer os raids e as provas de rally, que preenchem o calendário brasileiro anual. Existem provas só para elas, como o Raid do Batom – só para duplas femininas e Raid Romeu e Julieta - para casais, que são realizado por vários Jipe Clubes no país. No universo do rally muitos pilotos estão mostrando a que vieram, em grandes provas nacionais como o Rally dos Sertões e mesmo lá fora temos todo ano intrépidas pilotos em provas duríssimas como o Rally Paris-Dacar e o extinto Camel Trophy.

 

 

Alegria e bom astral, um colírio para nossos olhos e espíritos cheios de poeira e lama. (foto: Técnica 4x4)

 


 E os homens, o que pensam delas? Ainda que esteja um pouco fora de moda, tem muito homem que acha as mulheres desajeitadas para off-road. Em um dos cursos off-road que realizamos com a DPaschoal e a Goodyear, um atoleiro respeitável tragou todos os carros pilotados por homens. Chegou a vez da primeira aluna e é claro que os machistas de plantão começaram a prepara cintas e cabos de aço para o resgate eminente. Ela engatou a marcha correta, entrou com firmeza e foi a primeira a passar sem resgate depois que 9 marmanjos encalharam com maestria inimitável. Não deixou barato e fez a rapaziada ficar de boca fechada.

 

 

Alunas do Curso Off-Road DPaschoal. (foto: Técnica 4x4)


 Outra alegação é a de que as mulheres não conseguem carregar peso, e que isto é coisa para a força masculina. Não concordo, depende da limitação física de cada um. Saibam que quando se precisa mesmo aplicar força física em uma trilha, poucos têm condições de ajudar, já que problemas diversos de saúde, verdadeiros ou não (!), são um álibi para desobrigar alguns rapazes a pegarem no pesado. Nestas horas aparece uma mulher da turma para dar uma força a mais e suprir a falta de mão de obra ocasionada pelos machos “quebrados”.
 O recado para elas é o seguinte: bem-vindas e não tenham nenhum receio, as aventuras 4x4 têm graus de dificuldades para todos os gostos, não é verdade que toda viagem ou trilha tenha que ser radical e complicada. Existem infinitas alternativas de viagem que vocês podem fazer sozinhas se quiserem, tranqüilamente com amigas e filhos e voltar pra casa cheias de histórias e fotos para mostrar. Para quem está começando agora recomendo nosso Curso Off-Road DPaschoal, onde terá contato com as dicas para entrar neste fascinante mundo 4x4 o pé direito.

 

Para mais informações
Autoria: João Roberto de Camargo Gaiotto
Curso de Condução Off Road DPaschoal: www.dpaschoal.com.br

 

  

 

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O Off-Road e a Ecologia

Assim como qualquer outra atividade ao ar livre, a prática do off-road também pode gerar lixo, desde embalagens vazias de alimentos até resto de líquidos que podem vazar ou sobrar depois de uma manutenção de emergência, como fluídos diversos e óleo lubrificante.
 Então, para se evitar poluir o meio ambiente e sujar uma bela trilha, siga algumas regras de conduta recomendadas por ambientalistas e responsáveis pelo meio ambiente, veja :

1. Procurar lugares por onde já exista trilhas normalmente usadas por moradores da região, não abrir trilhas novas e atalhos causando depredação desnecessária;

2. Procurar pelo proprietário e pedir autorização quando houver necessidade de atravessar áreas particulares. Ele não deve se importar que você e seus colegas de trabalho, ou lazer, desde que com civilidade, atravessem o seu sítio ou fazenda. Por outro lado, em caso de recusa, respeite sua opinião e procure outra alternativa. Em certas regiões do Brasil, donos de grandes áreas de terra já não aceitam a travessia de veículos ou motos pelo desrespeito de uma minoria que não acata a solicitação prévia do proprietário, para não se entrar em alguns locais da propriedade. Isto acaba em proibição total e antipatia pela prática do off-road, seja de que modalidade for.

 
 

Só atravesse áreas particulares com autorização prévia (foto: Técnica 4x4)

 

3. Não cortar árvores, procure pedaços de madeira já caídos no chão, eles existem em abundância pela mata. Imagine que numa certa trilha exista a necessidade de se colocar troncos para reforçar o piso, em um lamaçal. Se todos que passarem por ali cortarem árvores, em breve surgirá uma clareira e mais tarde a erosão, que só irá aumentar o atoleiro. Não se esqueça que as árvores são poderosas aliadas e podem ser o seu ponto de ancoragem, para sair do sufoco rapidinho;

4. Não maltratar animais silvestres, na maioria dos casos são arredios ao contato com pessoas e não irão incomodá-lo. Um recado para quem se aventura pelas praias do sul do Brasil: em determinadas épocas do ano, pingüins, focas e leões marinhos aparecem nas praias, como a do Cassino no Rio Grande do Sul. É comum encontrá-los em deslocamentos por essas paragens. Não chegue perto desses animais, estão exaustos pela longa jornada e ficam estressados com a presença humana. Tire fotos de longe e mantenha distância;

5. LIXO: NUNCA deixar jogado pelas estradas ou onde parou para fazer o lanche. Leve de volta tudo o que produzir de lixo, embalagens vazias ocuparão menos volume do que cheias. Enterre a matéria orgânica e os dejetos humanos a pelos menos 50 metros do curso d’água;

 

Explore as belas paisagens do Brasil, mas guarde todo o lixo gerado e deposite em
uma lata de lixo quando voltar pra casa! (foto: Técnica 4x4 )

 

6. Não tome banho com sabonetes e shampoos, em rios, nem lave pratos, talheres e utensílios em nascentes, porque os animais do lugar necessitam desta água para sobreviver e você também;

 

 

“Ao sair, deixe o lugar mais limpo do que quando o encontrou”, ditado usado pelo Camel Trophy. (foto: Técnica 4x4)

 

7. Não se esqueça que pontas de cigarro não são biodegradáveis, mas sim, biodesagradáveis, portanto, não arremesse “bitucas” pela janela, recolha-as junto com o que mais for produzido de lixo e leve de volta para depositar na lata de lixo;

8. Cuide de seu 4x4 e não deixe óleo lubrificante ou fluídos diversos vazarem de seus reservatórios. Vazamentos podem poluir um riacho em uma travessia além de expor você ao risco de ficar no meio do caminho por um diferencial sem óleo, ou um sistema de freios sem fluído. Faça uma inspeção antes de sair e mantenha a manutenção de seu valente 4x4 sempre em dia.

 

 
Mantenha a manutenção em dia, evite vazamentos de óleo que
podem contaminar um riacho no caminho. (foto: Técnica 4x4)

 

Para mais informações
Autoria: João Roberto de Camargo Gaiotto
Curso de Condução Off Road DPaschoal: www.dpaschoal.com.br

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AVENTURAS COM CRIANÇAS

Todo final de semana em algum lugar do Brasil tem gente se preparando para sua habitual aventura e fuga da cidade. No meio da arrumação toda os filhos menores estão lá, para ajudar a preparar tudo sempre com grande excitação e expectativa. Em nosso Curso Off-Road DPaschoal os alunos chegam no domingo trazendo seus pimpolhos à tiracolo, para a dose semanal de off-road, mas para que tudo seja divertido é importante tomar alguns cuidados para que a viagem seja tranqüila e agradável.


Os pequenos estão sempre prontos para acompanhar os pais. (foto: Técnica4x4)

 

 A segurança em primeiro lugar. É comum se ver  jipes mais antigos sem cintos de segurança para adultos e menos ainda para as crianças. O equipamento precisa estar ajustado para os menores, pois um tombamento em trilha, coisa não tão rara como se pensa, pode ter resultado dramático se um pequeno cair do veículo por estar sem proteção. Muitas vezes um salto inesperado pode provocar a batida da cabeça no Santo Antônio ou no teto, o que pode resultar em danos à coluna cervical. Uma freada brusca no meio da trilha pode jogar para a frente quem estiver sentado no banco traseiro com risco de se ferir no impacto.


Banco especial para os pequenos. Não se esqueça de colocar o cinto de segurança! (foto: Técnica4x4)


 A bagagem deve ter repelentes contra-insetos, protetor solar, chapéu ou boné para se proteger do sol forte, um estojo de primeiros socorros, alimentos de fácil preparação, água, sucos e refrigerantes. Em matéria de roupas evite os trajes camuflados, pois será mais fácil achar a criançada no meio do mato se estiverem usando roupas coloridas.

 


Em qualquer aventura off-road familiar a criançada está sempre pronta para participar. (foto: Técnica 4x4)

 

 Os calçados devem oferecer proteção contra torção do tornozelo e principalmente contra animais que habitam a floresta e campos como as cobras, os escorpiões e as aranhas. Vejo com certo horror crianças descalças, com sandálias abertas ou tênis impróprios para se andar na floresta, em lama ou em pedras escorregadias. Calças compridas são preferíveis às bermudas, pois protegem contra arranhões, picadas de insetos e podem dar uma proteção extra contra picadas de cobras. Não se esqueça de mudas de roupas, trajes de banho e capas de chuva ou anorak.
 Durante resgates off-road mantenha as crianças distantes, cintas e cabos de aço esticados não são brinquedos que mereçam atenção dos pequenos. Eles devem se afastar e assistir de camarote. Em competições de final de semana também vemos crianças ajudando os pais em navegação e no trabalho como zequinhas. Normalmente, em função das regras das provas, eles estão com a proteção adequada, mas nunca exiga mais do que eles podem dar em termos de esforço físico. Em deslocamentos longos e expedições preveja paradas adicionais para descanso. Isto diminui a monotonia da viagem para as crianças o que melhora o clima dentro do carro. Escolha postos de abastecimento e restaurantes movimentados e evite lugares abandonados. Mantenha sempre em uma caixa térmica ou uma geladeira elétrica, bebidas, frutas e petiscos para a criançada ter o que beliscar durante a jornada.


 

Eles não querem perder nada. Cuidado com a falta de proteção contra os raios solares! (Foto: Técnica 4x4)

 


 Levar os pequenos para experiências ao ar livre dá a eles uma alternativa saudável de existência, tirando-os do stress da cidade, levando-os para longe da tela da TV com seus programas alienantes e os vídeo-games violentos, mostrando a natureza e a vida natural por vezes difícil de ser notada em grandes centros. -É sempre uma lição de vida!

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Autoria: João Roberto de Camargo Gaiotto
Curso de Condução Off Road DPaschoal: www.dpaschoal.com.br

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Travessia de Erosões

Erosões são comuns em trajetos fora de estrada, e quando o trecho não é conhecido deve-se fazer uma inspeção a pé e verificar se o terreno não vai ceder com o peso do veículo, ou ainda, se não há risco do veículo cair de lado e ficar encalhado. Neste tipo de obstáculo o risco de amassar a carroceria é grande, e toda atenção é requerida durante a travessia.
Após a inspeção, tente colocar o veículo sobre as laterais do facão. Siga com tração 4x4, primeira marcha reduzida e blocante. Em muitas situações você verá que durante uma travessia, o contato dos pneus com o terreno se limitam a suas bordas, e, também, por esse motivo é que se deve instalar pneus adequados a uma incursão em trilhas.

 

 

Erosão em trilha, mantenha as rodas nas laterais. (foto: Técnica 4x4)

 

Mas se o terreno não permitir esta manobra e você realmente tiver de entrar no facão, só resta verificar se a profundidade compromete os diferenciais ou chassi, travando o veículo e impedindo-o de seguir adiante. Caso isto aconteça, não entre, use alguma ferramenta como uma e rebaixe as laterais do facão jogando a terra, o barro ou areia para dentro dos sulcos. É a melhor alternativa para nivelar o terreno e facilitar sua travessia.

 

 

Em trilha, erosões podem ajudar a manter o veículo no trajeto correto,
não deixando que deslize para os lados. (foto: Técnica 4x4)

 

Se tiver que atravessar a vala na transversal, verifique a profundidade e analise a possibilidade do pára-choque do seu 4x4 encostar logo na saída da valeta. Lembre-se do ângulo de ataque! Se isso acontecer, o veículo não vai seguir adiante e você deverá dar marcha à ré e jogar terra, pedras ou a prancha de desatolagem para diminuir a profundidade da erosão.

 



Grande erosão onde marcha reduzida e muita atenção é fundamental. (foto: Técnica 4x4)

 

Atravesse a valeta colocando uma roda de cada vez no buraco. Se entrar em ângulo reto com o terreno, o veículo corre o risco de ter os dois pneus dianteiros encalhados e não vai sair facilmente. Use a primeira marcha reduzida, bloqueie o diferencial central e inicie a travessia com toda a atenção.

 

Travessia lateral de facão. Uma roda de cada vez. (foto: Técnica 4x4)

 

Se tiver mais alguém por perto, solicite que lhe oriente dizendo se não há risco dos pneus entalarem no buraco, ou do chassi e transmissão se chocarem com o solo. Segure o volante com firmeza para que as rodas dianteiras se mantenham em linha reta, elas vão tentar se acomodar no terreno e podendo esterçar o volante bruscamente.
Após a travessia de um pneu, o segundo entrará no buraco e assim sucessivamente até que o veículo conclua a travessia. Com esta manobra você garante sempre 3 pneus em contato com o piso firme e sempre um eixo em condição de empurrar o veículo para frente, ou trazê-lo de ré para uma nova abordagem.

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Travessia de Terrenos Rochosos

Ao atravessar um trecho com rochas é fundamental o uso de baixa velocidade, e sendo assim, é necessário utilizar tração 4x4 e reduzida. Em 100% das situações a primeira marcha será a ideal, e para caixas automáticas a melhor alternativa é colocar a alavanca em “L”.
 


Atravessando trecho com pedra, use primeira reduzida.
(foto: Técnica 4x4, pista off-road Goodyear)

 

Regiões pedregosas como as estradas secundárias na Floresta Atlântica, regiões da Serra Geral no Rio Grande do Sul e margens de rios com fundo pedregoso, requerem muita atenção para se evitar choques violentos contra o piso rochoso. Quando entrar em uma trilha, com lombadas muito fortes ou pedras muito altas, procure desviar a parte debaixo evitando o choque de pedras pontiagudas contra os diferenciais, eixos cardã, cárter e até o tanque de combustível. Se isto não for possível, porque a estrada ou trilha é muito estreita, faça um dos pneus dianteiros passar por cima da pedra. Com isto você evitará que ela bata embaixo do veículo. Preste atenção ainda na transposição central, para que a pedra não se choque com a carroceria.
 

 

  

Abordagem correta de rocha. (foto: Técnica 4x4)

 

 

Abordagem errada de rocha. (foto: Técnica 4x4)

 

Em situações críticas onde qualquer erro pode travar o veículo entre as pedras, ocasionando o choque com componentes inferiores ou carroceria, é prudente contar com a ajuda de um auxiliar que possa orientar o motorista. Essa segunda pessoa vai ter outro ângulo de visão, o que ajudará na escolha do melhor trajeto.
Finalizando, use sempre a primeira marcha reduzida e blocante, quando atravessar terenos pedregosos. Siga devagar, e sempre atento para mudar o trajeto quando encontrar pedras muito grandes. Esse tipo de terreno também requer o manuseio do volante de forma suave, permitindo que os pneus trabalhem livres, desviando para esquerda ou direita, quando se depararem com pedras ou pequenas irregularidades do solo. Fique atento para não sair da trajetória principal, mantenha-se na direção certa e deixe o veículo “procurar” pelo melhor caminho, assim você aumenta a vida útil do barramento de direção.

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Autoria: João Roberto de Camargo Gaiotto
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Travessia de Rios

A abordagem desses obstáculos requer o conhecimento da altura máxima de travessia de seu veículo, o que pode ser verificado no manual do proprietário. É bom saber que uma manobra desastrada pode danificar seriamente o motor de seu 4x4. Trechos profundos poderão provocar a entrada de água no compartimento do motor, que poderá ser aspirada pela entrada de ar provocando o calço hidráulico e inutilizando o motor imediatamente.
Os motores a gasolina ou a álcool levam uma certa vantagem, porque ao terem a parte elétrica da distribuição molhada o motor desliga muitas vezes antes do ar ser aspirado. Para os motores a diesel o calço hidráulico pode ocorrer mais facilmente, pois na ausência da parte elétrica o combustível manterá o motor funcionando até que a água alcance a entrada de ar.

 

 
Bielas do motor de um Vitara danificadas pelo calço hidráulico. (foto: Paulo B.C. Gaiotto)

 

Para evitar surpresas desagradáveis faça antes uma inspeção a pé e veja se o trajeto não esconde armadilhas como pedras grandes ou buracos profundos. Retorne ao veículo e acione a tração 4x4, blocante (se tiver), e engate a primeira reduzida, que deverá ser usada até o final, não troque de marchas durante a travessia. O deslocamento não deve ser rápido a ponto de espirrar a água no pára-brisa, pois desta forma inevitavelmente entrará água também pelo compartimento do motor. Faça com que se forme uma pequena onda em frente do pára-choque dianteiro, isto vai provocar uma depressão logo embaixo do motor, criando uma camada de ar entre ele e a água. Siga dessa maneira até o final da travessia. Se possível, dirija a favor da correnteza e em diagonal para a outra margem.
Não pare durante a travessia, mas se um imprevisto o obrigar a isso, mantenha o motor ligado e ligeiramente acelerado, para evitar que a água entre pelo escapamento.
Quando terminar a travessia tome cuidado com os freios, pois o sistema de lonas fica sem atrito com o tambor de freio, necessitando de tempo para secar, o que já não é tão crítico nos modelos com freio a disco. Independente do tipo de sistema, procure rodar alguns minutos com o pé pressionando levemente o pedal de freio, pois assim o atrito irá secar as lonas e pastilhas, devolvendo o controle do veículo.

 


 
Maneira correta de abordar a água, em baixa velocidade.
(foto: Eduardo Nakamura/Curso Off-Road DPaschoal)

 
 

Maneira errada de abordagem de trecho alagado ou rio. A água está
espirrando para dentro do compartimento do motor.
(foto: Técnica 4x4)

 

Para trechos profundos, com mais de 80cm de água, há que se tomar cuidado com a correnteza, que se houver poderá dificultar muito a travessia. Além disso a água pode invadir a cabine ou pior, atingir a entrada de ar do motor.

 
 

Travessias profundas exigem preparo do veículo, como a instalação do snorkel.
(foto: Gilberto Kaminski)

 

A solução para o motor é mais simples, e consiste na instalação de uma tomada elevada de ar, também conhecida como snorkel. O equipamento é composto por um tubo instalado na entrada de ar do filtro, elevando-a para a parte mais alta do veículo. A instalação do snorkel requer um bom isolamento e vedação na ponta do tubo, que será conectado à entrada de ar do filtro.
Com esses cuidados e o preparo do veículo, será mais fácil e seguro enfrentar rios que cruzam as trilhas, e também as inundações de verão em pleno centro das grandes cidades!

 

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Autoria: João Roberto de Camargo Gaiotto
Curso de Condução Off Road DPaschoal: www.dpaschoal.com.br

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Rebocando um 4x4

Se o seu 4x4 pifar durante uma viagem ou no meio de uma trilha, saiba que não dá para simplesmente puxá-lo com outro carro até a oficina mais próxima. É fundamental conhecer um pouco da mecânica de seu veículo para fazer a coisa certa. Veja a seguir as opções de reboque e as considerações para cada tipo:

 

1- Tow-Bar: consiste de um triângulo, ou "A", de tubos de aço, com presilhas para fixar no pára-choque do veículo danificado. As as dicas são:

* O Tow-Bar deve ficar paralelo ao chão, ou seja, não pode ficar para cima ou para baixo quando for encaixado ao carro reboque. Isto pode desencaixar o engate da bola;

* Use uma corrente de segurança. Ela deverá estar fixada no carro reboque e depois passada pelo triângulo do Tow-Bar, sendo fixada novamente no carro reboque. Isto para evitar que o veículo rebocado escape da traseira do carro rebocador caso o engate escape da bola;

* No veículo danificado, gire a chave de partida para a primeira posição e mantenha assim para liberar o conjunto da direção que vai esterçar junto com o veículo principal. Não destravar a direção certamente vai causar um acidente, já que em uma curva o veículo danificado vai seguir em linha reta;

* Se houver algum risco do motor funcionar com a chave na primeira posição, desconecte os cabos da bateria;

* O veículo danificado deve sinalizar com suas luzes de freio e setas todas as manobras do rebocador. Use uma régua de metal ou madeira, com as luzes correspondentes, e conecte ao rebocador através de uma tomada para reboque.

 

 

 

Um Tow-Bar montado em um Jeep. (foto: Técnica 4x4)

 

2- Cambão: montado com uma barra de aço com gancho ou anel nas pontas, para fixação nos dois veículos. As dicas são:

* Você deverá ficar no veículo danificado para auxiliar no controle da direção e freio. Se mais pessoas precisarem ir junto, todos devem estar com cintos de segurança;

* Gire a chave de partida para a primeira posição e mantenha assim para você poder esterçar junto com o veículo rebocador;

* Como o motor está desligado os sistemas de servo-freio e direção hidráulica, se houver, estarão inoperantes, você precisará pisar com mais força no pedal de freio para ajudar o rebocador em frenagens, além de ter que fazer mais força ao girar o volante. Se for possível manter o motor funcionando, o veículo danificado poderá auxiliar com maior eficiência em frenagens e direção, se for hidráulica.

* Em descidas íngremes, ajude o rebocador acionando o freio;

* Não use cintas ou cabos de aço. Não são seguros na medida que não podem manter uma distância fixa entre os veículos.

 

 

 

 

 

Reboque-02

 

 

Para fixar o veículo com problemas é preciso alinhar perfeitamente a bola de engate com o Tow-Bar . (foto: Técnica 4x4)

Veículos 4x4 Part Time

* Reboque com as quatro rodas no chão – deixe rodas livres desligadas e a caixa de marchas e transferência em neutro (N);

* Reboque com as duas rodas dianteiras elevadas – deixe rodas livres desligadas e a caixa de marchas e transferência em neutro (N);

* Reboque com as duas rodas traseiras elevadas - deixe rodas livres desligadas e a caixa de marchas

e transferência em neutro (N). Trave a direção em linha reta, para isso coloque a chave de partida

na primeira posição para destravar a direção. Agora fixe a direção em linha reta usando algum artifício para isso, mas não use em hipótese nenhuma a trava de direção.

 

Veículos 4x4 Full Time

* Reboque com as quatro rodas em neutro (N), e deixe o blocante de diferencial central desligado. Isso é permitido apenas para pequenas distâncias;

* Reboque com as duas rodas dianteiras elevadas – retire o cardã traseiro.

* Reboque com as duas rodas traseiras elevadas – retire o cardã dianteiro. Coloque a chave

de partida na primeira posição para destravar a direção e fixe a direção em linha reta.

 

 

Jeep pronto para ser rebocado com segurança.

 

Veículos Com Caixa Automática

Os carros automáticos não podem ser rebocados sem que antes sejam retirados os cardãs. Se por qualquer motivo não for possível desconectá-los a única alternativa é imobilizando-o completamente fazendo o transporte para a manutenção com um guincho plataforma.

Finalmente veja também se o veículo rebocador terá condições de rebocar o veículo danificado e parar o conjunto quando precisar frear.

Sua carteira de habilitação deve autorizar o reboque do conjunto todo, ou seja, o peso do rebocador mais o peso do veículo danificado. Senão poderá ter problemas com o policiamento rodoviário e de trânsito.

 

 

Para mais informações

 

 

Autoria: João Roberto de Camargo Gaiotto

Curso de Condução Off Road DPaschoal: www.dpaschoal.com.br

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Off-Road em Matas e Florestas

Antes de colocar seu 4x4 em uma trilha por áreas de mata fechada, veja se é permitido circular na região com um veículo motorizado. Também é importante ter em mente alguns procedimentos para evitar impactos ao meio ambiente, a você e ao seu utilitário. Estude a trilha desconhecida procurando saber se o solo é firme por baixo das folhas e galhos caídos pelo chão. Riachos ou erosões camuflados pela vegetação rasteira poderão encalhar o veículo caso ele deslize para fora da trilha. Olhe cuidadosamente os tocos pontiagudos de pequenas árvores, pois podem ter sido cortados ou quebrados há pouco tempo, o que poderá cortar os pneus, danificar a tubulação de freio, perfurar o tanque de combustível ou até o radiador.
 

 

Prepare seu 4x4 com pneus adequados para o trajeto. (Foto: Técnica 4x4)

Mantenha as janelas fechadas durante a travessia, galhos próximos podem atingir você ou os passageiros. Acidentes envolvendo os olhos são comuns quando se deixam as janelas abertas, o que possibilita também a invasão de insetos, aranhas, ou até cobras. Quando o seu carro estiver equipado com capota de lona, independente de ser na cabine ou apenas na carroceria, como é comum em pick-ups, redobre a sua atenção, pois a lona é muito sensível a pedaços pontiagudos de galhos e troncos de árvores.

Fique atento com as variações do terreno logo à frente . Use baixa velocidade.
(Foto: Técnica 4x4)


 Outro cuidado importante que se deve ter é quando se tem antenas de rádio FM ou radiocomunicação. Uma boa idéia é recolhê-las ou retirá-las antes da trilha, quando possível, porque galhos mais fortes poderão entortá-las e até quebrá-las durante a travessia. Em trilhas fechadas a carroceria fica exposta a galhos e pedras, que poderão riscá-la ou até amassá-la em uma manobra infeliz, situação similar à enfrentada pelas capotas. Então faça o deslocamento com moderação, tendo tempo para frear e administrar a condução da melhor maneira.

Usando as marchas reduzidas fica mais fácil controlar o veículo.(Foto: Técnica 4x4)


 Após as devidas ressalvas é hora de botar o pé na estrada! Prepare o veículo engatando as rodas-livres, a tração 4x4 e o blocante, use a primeira ou segunda marcha reduzida de acordo com as possibilidades de trânsito. Cada trilha tem suas próprias peculiaridades e cabe a você determinar qual será a marcha ideal. Siga monitorando o terreno e a vegetação logo à frente. Ao ver obstáculos como troncos de árvores, pare, remova-os ou reboque-os para o lado da trilha utilizando o guincho, ou as mãos. O mesmo vale para galhos e troncos que estiverem na altura do pára-brisa e do bagageiro. Não esqueça de usar luvas de couro nestas ocasiões!
 Dirija devagar, ficando atento aos obstáculos escondidos entre a vegetação, para frear a tempo e com segurança. Lembre-se também de manter o pé longe do pedal de embreagem e use as reduzidas para tracionar o veículo e também para freá-lo quando precisar reduzir a velocidade. O freio-motor é poderoso e deve ser usado sempre que precisar segurar o carro momentaneamente no meio da trilha. Basta aliviar o pé do acelerador que o carro praticamente pára, mas o motor não morre, dando tempo para escolher um novo trajeto e seguir adiante. 

 

Garanta a passagem segura de seu 4x4 entre galhos que podem riscar e até danificar a carroceria. (foto: Técnica 4x4)


 Após o trecho, dê uma olhada por baixo do carro e tire pedaços de troncos e galhos que podem se enroscar na tubulação de freio e causar algum dano. Tire a lama acumulada no radiador para evitar sobre-aquecimento do motor. Boas trilhas!

 

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Autoria: João Roberto de Camargo Gaiotto
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Off-Road em Estradas de Terra

Cuidado neste tipo de estrada, onde as distâncias podem ser enormes e a tentação da velocidade é grande. Manobras bruscas podem provocar a perda do controle da direção em uma curva mais acentuada. Em estradas de terra o piso pode parecer plano e firme, porém pequenas pedras, terra solta ou areia tiram a aderência dos pneus. No caso de uma freada brusca você tem grandes chances de passar reto indo de encontro a uma cerca, um barranco, ou pior, um abismo.
 Outro detalhe a ser levado em conta é o trânsito de moradores, muitas vezes a pé, de bicicleta ou em veículos lentos carregados com maquinário agrícola e produtos oriundos das plantações locais. Não é raro encontrar um trator obstruindo a passagem numa estrada estreita ou mesmo gado solto, tudo isto pode dar um resultado perigoso quando somado à alta velocidade. 
 

 

Caminhos irregulares precisam de baixa velocidade. (Foto: Técnica 4x4)

 


 Se precisar correr por algum motivo nobre, atendimento a alguma emergência médica, por exemplo, use a tração nas quatro rodas em velocidade alta – High Range, ou seja, sem passar a alavanca para a reduzida – Low Range. Siga a mesma recomendação caso o piso se apresentar escorregadio, como numa estrada com muito barro, areia em excesso, ou pedras soltas. Se estiver com um veículo equipado com diferencial central, poderá usar 4x4 em qualquer situação, mas bloqueie durante trechos arenosos.

 

Retas intermináveis pelo interior do Brasil, atenção com a velocidade.
(Foto: Técnica 4x4)


 A tração nas quatro rodas lhe proporcionará uma sensível melhora no comportamento do veículo ao abordar uma curva ou frear, coisa comum para quem já usa um veículo com tração 4x4 permanente. Novamente devo lembrá-lo para ter cuidado, não basta apenas engatar a tração 4x4 e pensar que o veículo irá “grudar” no chão com unhas e dentes. O comportamento dele mudará muito em relação aos carros normais 4x2 e você só verá que o seu desempenho é melhor, quando se tornar íntimo das suas reações e comandos.
 Durante deslocamentos por estradas estreitas procure manter o veículo longe de pedras ou buracos nas laterais, pois caso derrape e escorregue para os lados ele poderá se chocar com pedras, árvores, ou até mesmo cair em um buraco mais fundo.

 

Estradas escorregadias, qualquer descuido e o carro sai da estrada. (Foto: Técnica 4x4)


 Em condução off-road a falta de aderência com o solo é muito maior em comparação com rodovias asfaltadas, pois os pneus especiais que normalmente são utilizados não possuem a mesma aderência dos pneus para uso rodoviário e o espaço para frenagem sempre é maior. Frear bruscamente o carro em piso pouco aderente pode colocar o veículo sem controle, nesse caso acione o freio de forma cadenciada imitando o ABS. Use sempre cinto de segurança, fique atento ao trajeto logo à frente e mantenha a prudência em primeiro lugar.

 

 

Mesmo em estradas de terra acontecem engarrafamentos!
(Foto: Técnica 4x4)

 

Para mais informações
Autoria: João Roberto de Camargo Gaiotto
Curso de Condução Off Road DPaschoal: www.dpaschoal.com.br

0 Comentários | Postado em Condução Off Road By Marcos Castro