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Mulheres na Lama

Em meus cursos de condução 4x4 sempre recebo mulheres interessadas em conhecer o mundo off-road.  Normalmente temos 1 de 4 motivos mais comuns: conhecer o carro que comprou para explorar melhor seus recursos sem risco de acidentes, precisar  trabalhar em áreas remotas, se preparar para uma grande viagem off-road há muito sonhada ou saber como dirigir um 4x4 para competir nos rallyes que proliferam em todo o país.

Mas uma pequena porcentagem de alunas acompanham o marido, noivo ou namorado porque eles inscrevem também a companheira.  Temos, então, uma situação diferente. A mulher fica intimidada com a presença do homem, que sentado ao lado, cobra qualquer manobra que possa fazer errado. Sempre que posso, solicito que ele a deixe sozinha no carro, ela se sentirá mais segura e confiante fazendo os exercícios com tranquilidade. Para este grupo de alunas o curso é uma oportunidade de superação. E o companheiro, mesmo morrendo de ciúmes do carro, percebe que dali em diante terá alguém para disputar o volante com ele.

Além do colorido especial que a presença feminina trás ao evento existe outro fator curioso: são elas as primeiras a tomarem iniciativa para alguma tarefa em campo. Se tem que conferir um atoleiro, lá vão elas na frente dos homens, se precisa fazer um resgate são elas que se oferecem primeiro.  Vejo isto com admiração, pois não encontro nisto o desejo de se sobrepor ao público masculino e sim a manifestação da natureza feminina, que cuida naturalmente das dificuldades ao redor, que busca proteger e superar os desafios.  Acho isto o máximo!

 

Fonte: João Roberto Gaiotto
CaminhoD, DPaschoal www.dpaschoal.com.br

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Quem tem medo de trator?

Nesta semana, com dia especial dedicado às crianças, me ocorreu lembrar de minha infância no interior de São Paulo, quando tinha lá meus brinquedos, um triciclo e caminhõezinhos de madeira.

Um dia a coisa desandou com a chegada de um assustador trator de brinquedo. O que era para ser um presentão se tornou fonte de pavor, ele tinha motor elétrico para roncar e imitar o motor. Morria de medo daquilo, cada vez que meu pai ligava eu me escondia embaixo da cama. Só aceitei brincar com o tratorzinho depois que tiraram o motor dele. Eu não sabia, mas era meu primeiro veículo off-road.

Cresci e alguns anos depois tive meu primeiro contato com um 4x4. A primeira viagem em um Jeep a gente nunca esquece e ela aconteceu pelos idos de 1974. Daquela viagem curta nos arredores de Piracicaba, com o motorista, eu no meio do banco e meu pai à direita guardei duas lembranças claras. A primeira é da parada para abastecer, quando o dono disse que aquele bicho era um grande beberrão de gasolina. A segunda foi notar aquele círculo no meio do painel, parecia um grande e misterioso relógio que só tinha um ponteiro que subia e descia. Aquele carrinho esquisito pulava e achei aquilo, digamos, diferente.

 Hoje andando pelas ruas com o Land Rover já perdi a conta das vezes que vi crianças apontarem para o carro mostrando ao pai, mãe, irmão, etc. Certa vez um menino de uns 4 anos apontando e claramente vi a palavra “jipe” em seus lábios.

 Existe um adesivo que vez por outra vejo colado nos jipes e 4x4 em geral, ele tem os dizeres “A diferença entre meninos e homens é o tamanho do brinquedo”. Ele sintetiza a paixão que o 4x4 representa, mostra que os adultos são acostumados desde pequenos a estarem perto de um jipe através de brinquedos, desenhos, fotos e filmes. É inevitável, portanto, que uma parcela desta criançada de hoje venha a gostar do off-road no futuro. Precisamos manter o incentivo e cuidar para que nossas trilhas continuem abertas para eles.

 

 


 

 

“A diferença entre meninos e homens é o tamanho do brinquedo”

 

 

Fonte: João Roberto Gaiotto
CaminhoD, DPaschoal www.dpaschoal.com.br

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A luz nossa de cada dia

 

Você já sabe que um dia de atividades ao ar livre pode irritar a pele com vermelhões e queimaduras, mas sabia que os olhos sofrem o trauma da mesma maneira?

Os responsáveis por isto são os raios ultravioleta e são classificados em A e B. O tipo A apresenta mesmo nível de irradiação durante o ano e o tipo B tem intensidade maior no verão, isto independente do céu estar claro ou coberto de nuvens. A dose de radiação que chega à superfície terrestre sofre aumento de nível entre 10h00 e 16h00.

Trilhas off-road, expedições e qualquer atividade ao ar livre devem ser acompanhadas de protetor solar em qualquer tempo. Seus olhos também precisam de óculos que bloqueiam a passagem de raios UV, para receberem a mesma proteção dispensada à pele.

Um bom chapéu também é extremamente recomendado e além destes itens escolha roupas que absorvem o UV, sem elas, os raios refletem no tecido e são devolvidos ao rosto e aos olhos, intensificando a exposição à radiação.

Beira de praia, piscina, montanhas e amplos desertos são perigosos durante o dia. O problema não é o incomodo momentâneo com a irritação na pele e o cansaço “na vista”, o pior pode vir com o passar dos anos: câncer de pele, glaucoma, catarata entre tantas outras doenças que você pode conhecer perguntando ao seu médico.

Se deseja repensar sobre o assunto marque uma consulta com seu dermatologista e oftalmologista, escolha o protetor solar adequado à sua pele e um bom óculos de sol.

Pra concluir, saiba que aproximadamente 80% das pessoas nunca tomou qualquer cuidado em proteger os olhos contra o raios ultravioleta. Se você é parte deste contingente, e não está acostumado a usar óculos, melhor começar a mudar de ideia.

 

 

 

Fonte: João Roberto Gaiotto
CaminhoD, DPaschoal www.dpaschoal.com.br

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Pelo interior do Brasil

Se você procura um programa diferente para o próximo final de semana experimente explorar os arredores de sua cidade.

Sair do asfalto e conhecer um hotel fazenda próximo ou descobrir como chegar àquela cachoeira há tanto tempo falada pelos amigos, pode ser uma excelente desculpa para levar a família e seu 4x4 para um belo passeio. Muita gente pensa que off-road é só trilha pesada, atoleiros e buracos infernais onde malucos passam o dia destruindo seus carros e a noite cavando para se livrar da encrenca. Mas, as coisas não precisam seguir por este lado.

Com a quantidade enorme de SUVs 4x2 e 4x4 aptos a uma boa estrada de terra ou trilha leve, seus proprietários não sabem o que estão perdendo de diversão. Os arredores de cidades de qualquer porte sempre tem caminhos de grande beleza por entre serras, campos e fazendas .

Portanto, a segunda coisa que deve fazer é estabelecer a rota para 1 ou 2 dias de viagem, preparar um bom lanche para sua turma e cair na estrada. A primeira coisa você já fez, comprou seu 4x4. Use-o!

 

 

 

 

Paisagens de Campos do Jordão, acessíveis a um 4x2:
http://www.flickr.com/photos/tecnica4x4/sets/72157594513167764/

 

 

Fonte: João Roberto Gaiotto
CaminhoD, DPaschoal www.dpaschoal.com.br

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Snorkel coruja

O Snorkel foi desenvolvido para travessias em trechos com água. Vejo muita gente achando que ele foi projetado para travessias em terrenos com pó, e viram a cabeça do mesmo 180º. Snorkel não é coruja para rotacionar deste jeito. Para o pó, existe o filtro de ar do seu carro. Com ou sem snorkel, ele vai dar conta do pó. Ao de virar a cabeça do snorkel para trás, você vai restringir a entrada de ar do seu 4x4, ocasionando uma perda de potência e desequilíbrio na mistura ar/combustível. Você pode até não notar em trechos de baixa velocidade, mas certamente o motor vai estar trabalhando estrangulado. Para a chuva, existem as canaletas de drenagem, que não deixam a água chegar ao motor do seu carro. Certamente alguém vai perguntar: mas e os que vem de fábrica virados para trás? Pelas características do projeto de fábrica, esta restrição é levada em conta. Mas não se iluda... Quanto maior a velocidade, maior a restrição de entrada de ar. Este fato somente é minimizado no projeto. Agora, o snorkel como acessório acrescentado ao seu 4x4 deve estar virado para frente. Relevo somente a possibilidade de ser virar o snorkel em situações de deslocamento a baixa velocidade em terrenos de mata fechada, onde um galho poderá quebrar a tela frontal do mesmo. Fora isso, deixe o seu carro respirar!

 

 

 

Marco Guimarães
Armazém 4x4

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As Mulheres no Off-Road


 Em nossos cursos Off-Road DPaschoal sempre temos mulheres participando. Algumas vezes se inscrevem sozinhas mas na grande maioria são trazidas pelos companheiros, que já participaram, ou que estão interessados no curso e vêem uma oportunidade para compartilhar o treinamento com a parceira de aventuras. Quem acha que aventura 4x4 é coisa de macho pode colocar as barbas de molho! Elas estão ocupando seu lugar de direito e com grande competência.
 E não importa a idade, estão sempre com o astral lá em cima, e jamais demonstram qualquer dificuldade em preparar um resgate com as grosseiras luvas de couro, cintas e desajeitados cabos de aço.  As filhas mais novas vibram com a performance, boa ou as vezes não tão boas, dos pais. Mostram que assim que puderem vão tomar sua posição ao volante e fazer suas próprias aventuras.

 

Preparadas para o que der e vier. (foto: Técnica 4x4)

 


 Quando pergunto a elas o motivo de participarem de um esporte que pode fazê-las retornarem para casa completamente emporcalhadas de lama e pó, ouço justificativas diversas e interessantes. A maioria adora estar junto do companheiro em suas aventuras, podendo compartilhar um final de semana agradável junto com o marido, filhos e amigos. Enfim, adoram a natureza e fazem o possível para estar junto dela.
 Também encontro mulheres que usam seu veículo 4x4, ou da empresa, para finalidades puramente profissionais, em tarefas realizadas em regiões remotas, seja como geóloga, engenheira florestal ou médica. É incrível a variedade de profissões que usam um 4x4 para se cumprir o trabalho, e é mais comum do que parece você encontrar um mulher determinada atrás do volante.

 


 

Encalhar faz parte de qualquer aventura off-road. Aluna aguarda a companheira preparar o cabo de aço para o resgate. (foto: Técnica 4x4)

 


 Não podemos esquecer os raids e as provas de rally, que preenchem o calendário brasileiro anual. Existem provas só para elas, como o Raid do Batom – só para duplas femininas e Raid Romeu e Julieta - para casais, que são realizado por vários Jipe Clubes no país. No universo do rally muitos pilotos estão mostrando a que vieram, em grandes provas nacionais como o Rally dos Sertões e mesmo lá fora temos todo ano intrépidas pilotos em provas duríssimas como o Rally Paris-Dacar e o extinto Camel Trophy.

 

 

Alegria e bom astral, um colírio para nossos olhos e espíritos cheios de poeira e lama. (foto: Técnica 4x4)

 


 E os homens, o que pensam delas? Ainda que esteja um pouco fora de moda, tem muito homem que acha as mulheres desajeitadas para off-road. Em um dos cursos off-road que realizamos com a DPaschoal e a Goodyear, um atoleiro respeitável tragou todos os carros pilotados por homens. Chegou a vez da primeira aluna e é claro que os machistas de plantão começaram a prepara cintas e cabos de aço para o resgate eminente. Ela engatou a marcha correta, entrou com firmeza e foi a primeira a passar sem resgate depois que 9 marmanjos encalharam com maestria inimitável. Não deixou barato e fez a rapaziada ficar de boca fechada.

 

 

Alunas do Curso Off-Road DPaschoal. (foto: Técnica 4x4)


 Outra alegação é a de que as mulheres não conseguem carregar peso, e que isto é coisa para a força masculina. Não concordo, depende da limitação física de cada um. Saibam que quando se precisa mesmo aplicar força física em uma trilha, poucos têm condições de ajudar, já que problemas diversos de saúde, verdadeiros ou não (!), são um álibi para desobrigar alguns rapazes a pegarem no pesado. Nestas horas aparece uma mulher da turma para dar uma força a mais e suprir a falta de mão de obra ocasionada pelos machos “quebrados”.
 O recado para elas é o seguinte: bem-vindas e não tenham nenhum receio, as aventuras 4x4 têm graus de dificuldades para todos os gostos, não é verdade que toda viagem ou trilha tenha que ser radical e complicada. Existem infinitas alternativas de viagem que vocês podem fazer sozinhas se quiserem, tranqüilamente com amigas e filhos e voltar pra casa cheias de histórias e fotos para mostrar. Para quem está começando agora recomendo nosso Curso Off-Road DPaschoal, onde terá contato com as dicas para entrar neste fascinante mundo 4x4 o pé direito.

 

Para mais informações
Autoria: João Roberto de Camargo Gaiotto
Curso de Condução Off Road DPaschoal: www.dpaschoal.com.br

 

  

 

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O Off-Road e a Ecologia

Assim como qualquer outra atividade ao ar livre, a prática do off-road também pode gerar lixo, desde embalagens vazias de alimentos até resto de líquidos que podem vazar ou sobrar depois de uma manutenção de emergência, como fluídos diversos e óleo lubrificante.
 Então, para se evitar poluir o meio ambiente e sujar uma bela trilha, siga algumas regras de conduta recomendadas por ambientalistas e responsáveis pelo meio ambiente, veja :

1. Procurar lugares por onde já exista trilhas normalmente usadas por moradores da região, não abrir trilhas novas e atalhos causando depredação desnecessária;

2. Procurar pelo proprietário e pedir autorização quando houver necessidade de atravessar áreas particulares. Ele não deve se importar que você e seus colegas de trabalho, ou lazer, desde que com civilidade, atravessem o seu sítio ou fazenda. Por outro lado, em caso de recusa, respeite sua opinião e procure outra alternativa. Em certas regiões do Brasil, donos de grandes áreas de terra já não aceitam a travessia de veículos ou motos pelo desrespeito de uma minoria que não acata a solicitação prévia do proprietário, para não se entrar em alguns locais da propriedade. Isto acaba em proibição total e antipatia pela prática do off-road, seja de que modalidade for.

 
 

Só atravesse áreas particulares com autorização prévia (foto: Técnica 4x4)

 

3. Não cortar árvores, procure pedaços de madeira já caídos no chão, eles existem em abundância pela mata. Imagine que numa certa trilha exista a necessidade de se colocar troncos para reforçar o piso, em um lamaçal. Se todos que passarem por ali cortarem árvores, em breve surgirá uma clareira e mais tarde a erosão, que só irá aumentar o atoleiro. Não se esqueça que as árvores são poderosas aliadas e podem ser o seu ponto de ancoragem, para sair do sufoco rapidinho;

4. Não maltratar animais silvestres, na maioria dos casos são arredios ao contato com pessoas e não irão incomodá-lo. Um recado para quem se aventura pelas praias do sul do Brasil: em determinadas épocas do ano, pingüins, focas e leões marinhos aparecem nas praias, como a do Cassino no Rio Grande do Sul. É comum encontrá-los em deslocamentos por essas paragens. Não chegue perto desses animais, estão exaustos pela longa jornada e ficam estressados com a presença humana. Tire fotos de longe e mantenha distância;

5. LIXO: NUNCA deixar jogado pelas estradas ou onde parou para fazer o lanche. Leve de volta tudo o que produzir de lixo, embalagens vazias ocuparão menos volume do que cheias. Enterre a matéria orgânica e os dejetos humanos a pelos menos 50 metros do curso d’água;

 

Explore as belas paisagens do Brasil, mas guarde todo o lixo gerado e deposite em
uma lata de lixo quando voltar pra casa! (foto: Técnica 4x4 )

 

6. Não tome banho com sabonetes e shampoos, em rios, nem lave pratos, talheres e utensílios em nascentes, porque os animais do lugar necessitam desta água para sobreviver e você também;

 

 

“Ao sair, deixe o lugar mais limpo do que quando o encontrou”, ditado usado pelo Camel Trophy. (foto: Técnica 4x4)

 

7. Não se esqueça que pontas de cigarro não são biodegradáveis, mas sim, biodesagradáveis, portanto, não arremesse “bitucas” pela janela, recolha-as junto com o que mais for produzido de lixo e leve de volta para depositar na lata de lixo;

8. Cuide de seu 4x4 e não deixe óleo lubrificante ou fluídos diversos vazarem de seus reservatórios. Vazamentos podem poluir um riacho em uma travessia além de expor você ao risco de ficar no meio do caminho por um diferencial sem óleo, ou um sistema de freios sem fluído. Faça uma inspeção antes de sair e mantenha a manutenção de seu valente 4x4 sempre em dia.

 

 
Mantenha a manutenção em dia, evite vazamentos de óleo que
podem contaminar um riacho no caminho. (foto: Técnica 4x4)

 

Para mais informações
Autoria: João Roberto de Camargo Gaiotto
Curso de Condução Off Road DPaschoal: www.dpaschoal.com.br

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AVENTURAS COM CRIANÇAS

Todo final de semana em algum lugar do Brasil tem gente se preparando para sua habitual aventura e fuga da cidade. No meio da arrumação toda os filhos menores estão lá, para ajudar a preparar tudo sempre com grande excitação e expectativa. Em nosso Curso Off-Road DPaschoal os alunos chegam no domingo trazendo seus pimpolhos à tiracolo, para a dose semanal de off-road, mas para que tudo seja divertido é importante tomar alguns cuidados para que a viagem seja tranqüila e agradável.


Os pequenos estão sempre prontos para acompanhar os pais. (foto: Técnica4x4)

 

 A segurança em primeiro lugar. É comum se ver  jipes mais antigos sem cintos de segurança para adultos e menos ainda para as crianças. O equipamento precisa estar ajustado para os menores, pois um tombamento em trilha, coisa não tão rara como se pensa, pode ter resultado dramático se um pequeno cair do veículo por estar sem proteção. Muitas vezes um salto inesperado pode provocar a batida da cabeça no Santo Antônio ou no teto, o que pode resultar em danos à coluna cervical. Uma freada brusca no meio da trilha pode jogar para a frente quem estiver sentado no banco traseiro com risco de se ferir no impacto.


Banco especial para os pequenos. Não se esqueça de colocar o cinto de segurança! (foto: Técnica4x4)


 A bagagem deve ter repelentes contra-insetos, protetor solar, chapéu ou boné para se proteger do sol forte, um estojo de primeiros socorros, alimentos de fácil preparação, água, sucos e refrigerantes. Em matéria de roupas evite os trajes camuflados, pois será mais fácil achar a criançada no meio do mato se estiverem usando roupas coloridas.

 


Em qualquer aventura off-road familiar a criançada está sempre pronta para participar. (foto: Técnica 4x4)

 

 Os calçados devem oferecer proteção contra torção do tornozelo e principalmente contra animais que habitam a floresta e campos como as cobras, os escorpiões e as aranhas. Vejo com certo horror crianças descalças, com sandálias abertas ou tênis impróprios para se andar na floresta, em lama ou em pedras escorregadias. Calças compridas são preferíveis às bermudas, pois protegem contra arranhões, picadas de insetos e podem dar uma proteção extra contra picadas de cobras. Não se esqueça de mudas de roupas, trajes de banho e capas de chuva ou anorak.
 Durante resgates off-road mantenha as crianças distantes, cintas e cabos de aço esticados não são brinquedos que mereçam atenção dos pequenos. Eles devem se afastar e assistir de camarote. Em competições de final de semana também vemos crianças ajudando os pais em navegação e no trabalho como zequinhas. Normalmente, em função das regras das provas, eles estão com a proteção adequada, mas nunca exiga mais do que eles podem dar em termos de esforço físico. Em deslocamentos longos e expedições preveja paradas adicionais para descanso. Isto diminui a monotonia da viagem para as crianças o que melhora o clima dentro do carro. Escolha postos de abastecimento e restaurantes movimentados e evite lugares abandonados. Mantenha sempre em uma caixa térmica ou uma geladeira elétrica, bebidas, frutas e petiscos para a criançada ter o que beliscar durante a jornada.


 

Eles não querem perder nada. Cuidado com a falta de proteção contra os raios solares! (Foto: Técnica 4x4)

 


 Levar os pequenos para experiências ao ar livre dá a eles uma alternativa saudável de existência, tirando-os do stress da cidade, levando-os para longe da tela da TV com seus programas alienantes e os vídeo-games violentos, mostrando a natureza e a vida natural por vezes difícil de ser notada em grandes centros. -É sempre uma lição de vida!

Para mais informações
Autoria: João Roberto de Camargo Gaiotto
Curso de Condução Off Road DPaschoal: www.dpaschoal.com.br

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Travessia de Erosões

Erosões são comuns em trajetos fora de estrada, e quando o trecho não é conhecido deve-se fazer uma inspeção a pé e verificar se o terreno não vai ceder com o peso do veículo, ou ainda, se não há risco do veículo cair de lado e ficar encalhado. Neste tipo de obstáculo o risco de amassar a carroceria é grande, e toda atenção é requerida durante a travessia.
Após a inspeção, tente colocar o veículo sobre as laterais do facão. Siga com tração 4x4, primeira marcha reduzida e blocante. Em muitas situações você verá que durante uma travessia, o contato dos pneus com o terreno se limitam a suas bordas, e, também, por esse motivo é que se deve instalar pneus adequados a uma incursão em trilhas.

 

 

Erosão em trilha, mantenha as rodas nas laterais. (foto: Técnica 4x4)

 

Mas se o terreno não permitir esta manobra e você realmente tiver de entrar no facão, só resta verificar se a profundidade compromete os diferenciais ou chassi, travando o veículo e impedindo-o de seguir adiante. Caso isto aconteça, não entre, use alguma ferramenta como uma e rebaixe as laterais do facão jogando a terra, o barro ou areia para dentro dos sulcos. É a melhor alternativa para nivelar o terreno e facilitar sua travessia.

 

 

Em trilha, erosões podem ajudar a manter o veículo no trajeto correto,
não deixando que deslize para os lados. (foto: Técnica 4x4)

 

Se tiver que atravessar a vala na transversal, verifique a profundidade e analise a possibilidade do pára-choque do seu 4x4 encostar logo na saída da valeta. Lembre-se do ângulo de ataque! Se isso acontecer, o veículo não vai seguir adiante e você deverá dar marcha à ré e jogar terra, pedras ou a prancha de desatolagem para diminuir a profundidade da erosão.

 



Grande erosão onde marcha reduzida e muita atenção é fundamental. (foto: Técnica 4x4)

 

Atravesse a valeta colocando uma roda de cada vez no buraco. Se entrar em ângulo reto com o terreno, o veículo corre o risco de ter os dois pneus dianteiros encalhados e não vai sair facilmente. Use a primeira marcha reduzida, bloqueie o diferencial central e inicie a travessia com toda a atenção.

 

Travessia lateral de facão. Uma roda de cada vez. (foto: Técnica 4x4)

 

Se tiver mais alguém por perto, solicite que lhe oriente dizendo se não há risco dos pneus entalarem no buraco, ou do chassi e transmissão se chocarem com o solo. Segure o volante com firmeza para que as rodas dianteiras se mantenham em linha reta, elas vão tentar se acomodar no terreno e podendo esterçar o volante bruscamente.
Após a travessia de um pneu, o segundo entrará no buraco e assim sucessivamente até que o veículo conclua a travessia. Com esta manobra você garante sempre 3 pneus em contato com o piso firme e sempre um eixo em condição de empurrar o veículo para frente, ou trazê-lo de ré para uma nova abordagem.

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Autoria: João Roberto de Camargo Gaiotto
Curso de Condução Off Road DPaschoal: www.dpaschoal.com.br

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Travessia de Terrenos Rochosos

Ao atravessar um trecho com rochas é fundamental o uso de baixa velocidade, e sendo assim, é necessário utilizar tração 4x4 e reduzida. Em 100% das situações a primeira marcha será a ideal, e para caixas automáticas a melhor alternativa é colocar a alavanca em “L”.
 


Atravessando trecho com pedra, use primeira reduzida.
(foto: Técnica 4x4, pista off-road Goodyear)

 

Regiões pedregosas como as estradas secundárias na Floresta Atlântica, regiões da Serra Geral no Rio Grande do Sul e margens de rios com fundo pedregoso, requerem muita atenção para se evitar choques violentos contra o piso rochoso. Quando entrar em uma trilha, com lombadas muito fortes ou pedras muito altas, procure desviar a parte debaixo evitando o choque de pedras pontiagudas contra os diferenciais, eixos cardã, cárter e até o tanque de combustível. Se isto não for possível, porque a estrada ou trilha é muito estreita, faça um dos pneus dianteiros passar por cima da pedra. Com isto você evitará que ela bata embaixo do veículo. Preste atenção ainda na transposição central, para que a pedra não se choque com a carroceria.
 

 

  

Abordagem correta de rocha. (foto: Técnica 4x4)

 

 

Abordagem errada de rocha. (foto: Técnica 4x4)

 

Em situações críticas onde qualquer erro pode travar o veículo entre as pedras, ocasionando o choque com componentes inferiores ou carroceria, é prudente contar com a ajuda de um auxiliar que possa orientar o motorista. Essa segunda pessoa vai ter outro ângulo de visão, o que ajudará na escolha do melhor trajeto.
Finalizando, use sempre a primeira marcha reduzida e blocante, quando atravessar terenos pedregosos. Siga devagar, e sempre atento para mudar o trajeto quando encontrar pedras muito grandes. Esse tipo de terreno também requer o manuseio do volante de forma suave, permitindo que os pneus trabalhem livres, desviando para esquerda ou direita, quando se depararem com pedras ou pequenas irregularidades do solo. Fique atento para não sair da trajetória principal, mantenha-se na direção certa e deixe o veículo “procurar” pelo melhor caminho, assim você aumenta a vida útil do barramento de direção.

Para mais informações
Autoria: João Roberto de Camargo Gaiotto
Curso de Condução Off Road DPaschoal: www.dpaschoal.com.br
 

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